Truthtelling: por marcas mais humanas, autenticas e verdadeiras

· 08/10/2018 · 10:00

Quem nunca ficou P da vida com a empresa de telefonia ou de internet por causa de problemas com a qualidade do sinal? Ou nunca se decepcionou com o atendimento do restaurante? Quem nunca ficou indignado com a forma como sua marca preferida tratou uma questão no Facebook ou dentro da loja?

Quanto mais nos envolvemos e nos encantamos com as marcas, mais nos decepcionamos e frustramos nossos anseios em um ciclo vicioso de desejo-aquisição-decepção-desejo. A vida é assim. Por que não seria assim também nosso relacionamento com as marcas?

A publicidade e as indústrias do espetáculo consistem essencialmente em construir camadas de distorção da realidade em torno das coisas. Isso não é pecado, ok?! A vida precisa do lúdico. Esse encantamento, essa atmosfera de ilusão e magia envolvente que faz da nossa existência algo mais legal.

O que não se pode é o uso desse recurso para vender a elas uma experiência que na realidade não será entregue. A partir daí, começam as camadas de bullshit em torno da realidade: quando a marca se distancia do centro, do mundo real, sem deixar claro para as pessoas que aquilo é lúdico e fantasioso.

Uma coisa é ser lúdico, outra é usar um discurso vazio para tentar enganar as pessoas.

De forma alguma essas camadas devem ultrapassar esse limite tênue que separa o encantamento da enganação. Cerca de 76% das pessoas não acreditam no que as marcas falam na publicidade. Por que isso acontece? Será que não é por já terem se decepcionado tantas vezes?

Hoje já existe uma geração de jovens cidadãos e consumidores exigindo cada vez mais franqueza das instituições. Como resposta, algumas marcas já estão buscando reverter essa situação fazendo da verdade um incrível vetor de engajamento. E, com isso, vêm conseguindo se conectar ao que é relevante para as pessoas em uma dimensão que a comunicação e o marketing não conheciam até o momento.

“Truthtelling é o nome da estratégia que usa a verdade como narrativa, como fluido das conversas que a marca nutre com as pessoas

 É o nome de um movimento por um mundo mais humano e genuíno que clama por mais respeito e autenticidade nas relações, mais franqueza no discurso e mais transparência na atuação. Tudo isso exigido por consumidores e cidadãos cada vez mais conscientes, unidos em torno de um mesmo ideal: um mundo mais verdadeiro” escreveu Santahelena, autor do belíssimo e necessário livro “Thuthtelling – por marcas mais humanas, autênticas e verdadeiras”.

 Truthtelling não é uma estratégia, é um conceito.

Por isso, a autenticidade e franqueza do Truthtelling devem revolucionar e contaminar toda a cadeia de valor do negócio, desde sua origem, até o comercial de TV, a conversa no Facebook e o relacionamento com todos os seus públicos. Caso contrário, vira bullshittelling.

Hoje, mais do que nunca, para conquistar o coração das pessoas, as marcas precisam erguer bandeiras que representem causas relevantes na vida delas.

 Se a sua mensagem for relevante, franca e autêntica, ela será vista naturalmente como parte de um conteúdo ou como um conteúdo à parte, não importa.

Ninguém se relaciona com pessoas que não são verdadeiras, não é? O mesmo acontece agora com as marcas.

Toda marca é uma história que representa valores e tem significado na cabeça das pessoas. É preciso contá-la de forma envolvente mas também autêntica, relevante e verdadeira. Como defendia Carl Jung: “Conheça todas as teorias, domine todas as técnicas, mas ao tocar uma alma humana seja apenas outra alma humana”.

 

Júlio César. Criação da Equipe FX7

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